A Ajorio e o IBGM lançaram o concurso “Joias não viram lixo”, que desafiou designers do Rio de Janeiro a dar uma nova representação simbólica a antigas joias de família em adereços para serem usados no dia a dia. Vinte profissionais se inscreveram no concurso, cujos três melhores trabalhos serão revelados na cerimônia de premiação que vai acontecer no VI Seminário Atualização Tecnológica e o Setor de Joias e Bijuterias, dia 22 de outubro, na Casa Firjan.
Segundo a curadora do concurso, Regina Machado, “a proposta é tirar aquela joia do fundo da gaveta, guardada por uma questão sentimental, e transformá-la em uma peça que terá o prazer do uso resgatado. Um anel que a pessoa herdou da avó, por exemplo, pode ser transformado em um cordão usando a pedra como pingente. Você continua tendo o valor afetivo, mas em uma peça que vai estar mais de acordo com o estilo de quem ganhou a joia”, explicou Regina.
É preciso ressaltar os aspectos positivos da joia e o seu potencial como produto sustentável. “O ser humano é um animal simbólico em sua essência. Como costumo conceituar, as joias são dispositivos de memórias afetivas inorgânicas, que não podem ser descartadas. Não precisa ser apenas uma exploração da natureza, têm muito material já disponível para trabalhar. Na joalheria, nada é jogado fora, são materiais que não envelhecem e que podem ser transformados. A economia circular sempre esteve no DNA da joia”, comentou Regina.
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A sustentabilidade é o tema do seminário anual que a Ajorio promove visando levar informações e promover o debate em torno dos principais assuntos de interesse coletivo das empresas de gemas, joias, bijuterias, relógios e afins de todo o Brasil. Entre os destaques desta sexta edição, está a palestra do presidente da CIBJO (The World Jewellery Confederation), Gaetano Cavalieri, que será entrevistado pela presidente da Ajorio, Carla Pinheiro, e painéis com apresentações de cases de empresas reconhecidas por sua atuação em prol dos valores socioambientais e de desenvolvimento sustentável.
Joias não viram lixo
O concurso foi lançado em palestra na Ajorio, quando foram explicados o conceito e as regras para participação. As inscrições se encerraram no dia 4 de setembro, e a partir daí, os designers tiveram um mês para realizar a transformação, que permitiu a inclusão de um pequeno percentual de novos materiais (preciosos ou não), desde que não interferissem no resultado. “O desafio é fazer com que estas joias guardadas no cofre voltem a ser desejadas como objetos simbólicos, ao mesmo tempo, conferindo prazer em seu uso, sem perder suas características”, conceituou Regina.
Uma comissão julgadora formada por especialistas da Ajorio e do IBGM irá avaliar os trabalhos e eleger os cinco melhores, que serão votados pelo júri popular. A votação acontece pelas redes sociais da Ajorio e durante o Seminário, quando serão revelados os três vencedores, que vão receber 1 kg de prata para o primeiro colocado, meio quilo para o segundo e 250 gramas para o terceiro.
As regras
O júri técnico fará a curadoria das joias já prontas e, dentre estas, serão selecionadas as cinco que mais atenderem aos seguintes critérios:
- Melhor aproveitamento do material.
- Melhor aproveitamento do estilo do design
- Melhor aproveitamento da técnica, em respeito ao trabalho da ourivesaria e da cravação.
Fases do concurso:
• Júri Técnico - 17/10
• Período de votação Júri popular - 17/10 a 22/10
• Premiação - 22/10
Leia no Blog Joia, artigo de Regina Machado sobre o concurso: https://www.sistemaajorio.com.br/web/index.php/colunas/1217-as-joias-e-as-mudancas-contemporaneas
Veja aqui como foi o lançamento do concurso: https://www.sistemaajorio.com.br/web/index.php/entidades-2/notas-mainmenu-27/1212-concurso-joias-nao-viram-lixo








