A cidade maravilhosa, inspiração de muitos poetas, pairou na mente dos designers de jóias. As paisagens urbanas e naturais, como a orla de Copacabana, o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o morro Dois Irmãos, a Lagoa Rodrigo de Freitas, a Baía de Guanabara, o Sambódromo e os arcos da Lapa foram fonte de inspiração de inúmeras peças que embelezam as mulheres de todo o país. E para celebrar a criatividade, a Associação dos Joalheiros e Relojoeiros do Estado do Rio de Janeiro (Ajorio) convidou a arquiteta e doutora em Comunicação e Cultura, Maria Regina Machado Soares, e o fotógrafo especializado em jóias, Marcos Vianna, para produzirem o livro A Jóia do Rio: de ofício secreto a design contemporâneo.
A obra, com 165 páginas, inicia com uma pesquisa histórica, iniciada há 10 anos pela Ajorio e o subtítulo, como já sugere, desvenda a prática proibida pelo Império, da ourivesaria. Na época todo o material precioso deveria seguir para Portugal.
“O livro é a consagração das ações que a Ajorio vem desenvolvendo nas últimas décadas e representa a identificação de uma vocação histórica na cidade, mas com a evolução do design. Ele expressa esse jeito carioca de estar no mundo e a criatividade dos criadores de jóias daqui”, ressalta Maria Regina.
“É um livro democrático, que reúne o trabalho de grandes e desconhecidos nomes do setor. Recebemos mais de 600 fotografias das criações de 77 designers e empresas cariocas e escolhemos as que focam o amor, a beleza e a relevância da homenagem ao Rio de Janeiro”, avalia a diretora executiva da Ajorio, Angela de Andrade.
A publicação, da Editora SENAC, será lançada na terça-feira, 24/1, das 19h às 21h30min, na Livraria Cultura, no Fashion Mall, em São Conrado. A Ajorio também vai apresentar a obra durante a Feira Nacional da Indústria de Jóias, Relógios e Afins (Feninjer) - a maior feira de jóias da América Latina, em São Paulo, em fevereiro.
Sobre a Ajorio
Por trás das atividades que vão até a transformação dos metais preciosos em objetos valiosos para comercialização e exportação está a Associação dos Joalheiros e Relojoeiros do Estado do Rio de Janeiro (AJORIO). Fundada em 1965, na cidade do Rio de Janeiro, a entidade representa os interesses de toda a cadeia produtiva do setor, dando-lhe suporte institucional e político.
Berço da indústria joalheira no país, o Estado do Rio de Janeiro ocupa atualmente o posto de terceiro maior produtor de jóias do Brasil, com 20% da produção industrial, movimentando cerca de R$ 1,4 bi por ano. Com cerca de 120 unidades produtivas, mil estabelecimentos comerciais e 25 mil pessoas atuando, o setor passa por um momento único de crescimento no Estado, alavancado, sobretudo, por um setor de varejo forte e dinâmico e uma indústria criativa baseada em design inovador.
Atualmente, a Ajorio conta com mais de 250 empresas associadas, com grande capacidade operacional e sintonizadas com as tendências do mercado nacional e até o internacional, além de pequenas e micro empresas que também atuam no segmento de jóias e bijuterias.
A Ajorio atua de forma contínua em união com sindicatos patronais do setor no estado como o SINCOJOIAS SNCAPP e SINCAJOR, ligados à Fecomércio-RJe SINDIJOIAS-RJ, ligado à FIRJAN. Juntas, as entidades formam o Sistema Ajorio, engajado em superar os obstáculos que prejudicam o crescimento do setor, como as altas cargas tributárias impostas pela legislação brasileira, a informalidade e a entrada de mercadorias contrabandeadas do exterior.









