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V Seminário Atualização Tecnológica e o Setor de Joias e Bijuterias debate seus principais desafios e divulga a Carta do Rio, dirigida ao novo governo do Brasil

Pelo quinto ano consecutivo, a Associação de Joalheiros e Relojoeiros do Rio de Janeiro (Ajorio), com apoio do Sebrae/RJ e da Firjan, realizou, na última terça-feira (13/11), o Seminário Atualização Tecnológica e o Setor de Joias e Bijuterias, que nesta edição teve um caráter extraordinário em função de sua proximidade com as eleições gerais no Brasil, contando ainda com a parceria do International Colored Gemstone Association (ICA).

Realizado no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (Crab), no Centro do Rio, o evento reuniu cerca de cem empresários e representantes de sindicatos e associações de diversas regiões do País, que durante todo o dia participaram de painéis em que foram discutidas as principais propostas para impulsionar o crescimento do setor, além de assistirem a um panorama sobre os maiores mercados de joias e gemas do mundo, apresentado pelo embaixador da Índia, Ashok Das, e pelo presidente do ICA, Clemente Sabbagh.

palestraindiano

“Aproveitamos que nosso seminário seria realizado logo após as eleições para estabelecer as demandas que serão encaminhadas por meio de um documento assinado pelos presidentes de associações e sindicatos de todo o País aos líderes do novo governo. A participação do embaixador da Índia foi importante para entendermos como as políticas públicas ajudaram a fomentar o mercado de joias naquele país, e como podemos nos espelhar para alcançarmos um grau maior de crescimento ”, explicou a presidente da Ajorio, Carla Pinheiro, que fez uma apresentação sobre os sete principais desafios do setor no Brasil.

Segundo Carla, os temas apresentados foram retirados de um estudo feito pela FGV Projetos, com apoio da Feomércio/RJ, realizado com empresários do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, que levantaram os 27 desafios mais relevantes do setor. “Diante deste mundo fluído, onde vivemos em constante mudança, decidimos fazer uma reflexão sobre o nosso produto joia, tão dado a amores e ódios, pensando onde vamos nos encaixar. A pesquisa surgiu desta necessidade, e dentre os 27 temas relacionados, elegemos sete para atacar. São estes os desafios que estamos discutindo aqui, hoje, e que estão norteando o trabalho da Ajorio e dos sindicatos em 2018 e 2019”, explicou.

Reposicionamento do produto joia; adequação tributária; alta informalidade; contrabando, receptação ilegal e concorrência desleal; burocracia; deficiência tecnológica; e segurança pública e privada foram os temas sobre os quais Carla se debruçou em sua apresentação.

Por meio de uma enquete online, o público pôde estabelecer uma ordem de prioridade entre estes sete desafios, elegendo a alta informalidade como o mais importante. “Já melhoramos muito, principalmente no varejo. Hoje, temos mais de 50 mil microempresários individuais (MEIs) no Rio de Janeiro, o que foi uma grande ferramenta para novos entrantes, pequenos ateliês que conseguiram se formalizar. Outro sonho que quero realizar é o da certificação no Brasil. Precisamos incentivar o consumidor final, que se preocupa com a origem do produto, a exigir a joia certificada. Desta forma, também vamos combater a atividade informal”, comentou.

Novos mercados e estratégias de consumo

palestramagnaRenato Meirelles, presidente do Instituto de Pesquisa Locomotiva, fez uma palestra em que procurou apresentar o atual cenário político-econômico do Brasil pela lógica dos consumidores.

Analisando números e micro tendências de comportamento, Renato mostrou uma nova classe média, em que o fator econômico é o que menos a define agora. “Lidamos com um público mais heterogêneo do que no passado. A renda média da população mais pobre foi a que mais cresceu nos últimos dez anos, originando uma nova classe C, com maior poder de compra e exigente com os padrões de qualidade”, afirmou.

Segundo Renato, definir os perfis dos grupos de consumo está cada vez mais difícil, porque as métricas usadas pela publicidade não vão servir para entender o Brasil de 2019. “Temos, por exemplo, um mercado formado por pessoas de mais de 50 anos que movimenta R$ 1,7 trilhão por ano, e que recebe muito pouca atenção”, informou. Para o pesquisador, o caminho que as empresas devem seguir na construção de suas marcas está na busca por valores transversais que atinjam grupos de pessoas que pensam muito diferente.

Adequação Tributária

Um dos temas mais controversos para o setor, a importância da adequação tributária foi debatida na parte da tarde em um mesa redonda mediada por Carla Pinheiro, com a participação do subsecretário de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, Paulo Renato Marques, pela advogada consultora da Ajorio, Tatiana Biar, e pelo advogado tributarista Caio Bartine. “Os programas de benefício fiscal implementados pelo governo do Rio de Janeiro entre 2008 e 2013 proporcionaram aumento na arrecadação do ICMS, graças à formalização das empresas que passaram para a economia real”, afirmou Paulo Renato, que defendeu a política de incentivos fiscais no desenvolvimento econômico dos estados. painel 2

Caio Bartine falou sobre as propostas de reforma tributária que estão em pauta no Congresso Nacional e como podem impactar o setor de joias. Para o advogado, o projeto que sugere a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) deverá ser benéfico para o setor, acarretando em diminuição do total da carga tributária anual que gira em torno de 38%. Já o Imposto Seletivo Monofásico pode ser um risco para o setor, de acordo com o advogado. “Este tributo seria cobrado sobre produtos considerados menos essenciais, e cogitou-se incluir a joia nesta categoria. Precisamos mostrar a importância do segmento na geração de divisas e capacidade de criar empregos para que não sejamos incluídos neste imposto”, ressaltou.

Fechando os trabalhos, Écio Morais, diretor do IBGM, e Manoel Bernardes, vice-presidente da instituição, apresentaram a agenda desenvolvimentista para o setor do ponto de vista das entidades e como elas podem trabalhar em prol das mudanças que se esperam. “Falamos muito sobre o que podemos fazer para a transformação do segmento como se o governo fosse o único responsável. Acredito que esta transformação deve vir de dentro. Primeiro, os próprios empresários têm que mudar a cabeça, mudar o jeito de trabalhar, assim como as organizações que congregam estes empresários, entidades de classe e o IBGM”, disse Manoel Bernardes.

A agenda comporta oito aspectos com propostas de trabalho específicas para os seguintes temas: comunicação/ mídias digitais; canais de distribuição; competitividade; defesa de interesses/ tributação; sustentabilidade/ economia circular; formação técnica e gerencial; arranjos, economia territorial e parcerias; Feninjer, feiras e eventos.

O Seminário encerrou com a leitura da Carta do Rio, um documento com as propostas do setor que será validado por todas as associações e sindicatos do País, e encaminhado, por meio do IBGM, ao novo governo do Brasil.

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