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Retomada do setor joalheiro

O Blog Joia.Rio ouviu alguns associados da Ajorio para entender a realidade do setor e o resultado foi animador

Campanhas de Natal na rua, negócios a todo vapor na esperança de fechar 2020 da melhor forma possível. Este foi um ano atípico que conduziu o mundo a uma reflexão mais profunda sobre todos os assuntos. Não só as pessoas, mas as marcas também tiveram que mudar para se adequarem a uma nova maneira de consumo, repensando produtos, serviços e a maneira de se comunicar.

Selecionamos alguns de nossos associados (contemplando varejo, atacado e instituições de ensino) para entender qual era a realidade do nosso setor após um longo período de “portas fechadas”.

A fabricante de joias em ouro e prata, Art’ G, se manteve fechada durante dois meses. Mesmo com encomendas a serem entregues, os clientes optavam por não recebê-las. Todos estavam assustados com os acontecimentos, mas a vida precisava continuar: “naquele momento, tivemos a certeza de que precisávamos utilizar canais eletrônicos. As redes sociais nunca foram o foco de atuação da nossa empresa, preferíamos sempre o atendimento presencial, as feiras, mas sem essas alternativas, naquele momento, seria impossível continuar o negócio” – relata Márcio Granatowicz, empresário responsável pela marca. Antes de tudo, Márcio providenciou fotos profissionais de todos os seus produtos, afinal precisava apresentar suas joias da melhor maneira possível. Além do Instagram, Facebook e WhatsApp, em maio, a Art’G voltou com os atendimentos presenciais: “Antes, os clientes nos achavam nos eventos, com tudo cancelado, passamos a ir ao encontro deles” – conta o joalheiro. Márcio reflete: “no final das contas, aumentamos nossa cartela de clientes. As redes sociais e a 1ª Feninjer virtual certamente ajudaram a conquistar novos negócios, em lugares que presencialmente não seria possível. Outro fator também foi o trabalho remoto dos vendedores, embora algumas lojas tenham fechado, os vendedores começaram a trabalhar de forma autônoma o que mostra que o consumo não parou. A prata, que tem valor intermediário, saída mais rápida e menor investimento que o ouro, foi a preferida da maioria dos nossos clientes”.

Em uma outra via, Lara Mader, head do coletivo Joyá, diz que a procura por peças de ouro amarelo foi grande. “A gente se surpreendeu com o atendimento como um todo. Tivemos sim uma queda nas vendas, mas dentro do contexto, mantivemos uma meta mínima. No início da pandemia foi bem difícil, ficamos sem chão. Nós já tínhamos uma presença online que funcionava bem e isso se manteve durante a quarentena. Entretanto, a abordagem precisou mudar, pelo momento delicado. Nós reabrimos o ponto físico em setembro, com todo cuidado necessário para preservar a saúde da nossa funcionária e dos nossos clientes. O ambiente era limpo após cada atendimento individualizado, todas as joias limpas. O que percebemos é que as pessoas começaram a ter consciência de que essa condição perdurará, por isso, começaram a sair nas ruas, querendo comprar, mas com o máximo de cuidado possível e as vendas têm melhorado gradativamente. Embora ainda estejamos atendendo em horário restrito, já sentimos a necessidade de estendê-lo” – conta a empresária que deixa a todos uma mensagem cheia de positividade: “não podemos perder a esperança, não vamos perder a energia, vamos em frente!”.

Uma das maiores referências em ensino de ourivesaria e design de joias no Brasil e no exterior, o Espaço Rita Santos já está de portas (re)abertas para quem deseja aprender a arte da joalheria autoral. Segundo Celso Penczek, administrador da escola, “houve forte procura pós-quarentena. Parecido com a economia, onde o mercado considera uma volta em V, o mesmo está acontecendo com os cursos. O mês de março começou muito bem, com forte demanda, contudo, tivemos que paralisar as atividades e retornamos na segunda quinzena de junho” - comenta. Como parâmetro, ele cita o curso de ourivesaria que antes da pandemia contava com 80 alunos e agora possui as mesmas 80 vagas preenchidas, em sua maioria de novos alunos, vale ressaltar que este curso é apenas presencial. A razão principal, na opinião de Celso, é a busca por uma nova atividade, seja para complementar renda, seja para ter como profissão principal ou apenas um hobby para sair da rotina. “Tivemos procura em outros cursos também, não no volume de antes, mas tivemos. Realizamos cursos de Resina em Joias (3 turmas), Técnicas de Cor no Metal e duas turmas de Rhinoceros, mesmo com menos alunos” - contabiliza o administrador. A busca por aulas online foi algo que surpreendeu o empresário e mesmo não contemplando o ambiente virtual, este é um projeto que está em andamento na escola. Outro fator que chamou a atenção foi o comportamento de gratidão e reconhecimento do trabalho da escola: “durante a pandemia, muitos alunos continuaram pagando, alguns ainda não voltaram e continuam pagando. Querem ajudar! As pessoas em geral querem comprar, e uma das causas é ter a sensação de que quando você compra você ajuda empreendedores a sobreviver. É uma mudança nas relações” – conclui. Sobre uma possível volta à quarentena, Celso finaliza “esperamos agora que não haja o lockdown, todos estão mais experientes, as pessoas em geral, os profissionais de saúde, governos... Mas para que isso não venha acontecer, precisamos da educação do povo e isso é o mais difícil. Vamos esperar. No início do ano receberemos alunos de Rondônia, Mato Grosso do Sul, Goiânia para intensivos. As pessoas querem se especializar para aproveitar as oportunidades e o aumento de demanda neste mundo on-line”.

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