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As joias falam com os deuses

Regina Machado estreia novo programa da Ajorio falando sobre as joias do Império Egípcio.

Apaixonada pelo setor joalheiro desde o século passado (como ela mesma diz), Regina Machado estreou o novo programa da Associação dos Joalheiros do RJ, o Live Ajorio. O programa foi ao ar na tarde desta quinta-feira (16), às 17h, através do Zoom – aplicativo de videoconferência. A iniciativa da Ajorio visa levar conteúdo relevante para o setor joalheiro através de consultores de prestígio, tudo online.

Iniciando uma sequência de oito encontros sobre o diálogo das joias com a história da arte - onde serão realizadas análises sobre as mudanças de pensamento, reflexões sobre a dinâmica do gosto e comentários sobre a sintonia entre a joalheria e os espíritos da história da arte - a aula ‘As joias falam com os deuses’ foi uma síntese das principais características das produções do Império Egípcio e uma reflexão entre o universo antigo e a dinâmica do pensamento contemporâneo, incluindo as tomadas de consciência e os cenários futuros possíveis..

Separamos alguns pontos abordados por Regina durante a aula, mas quem quiser pode acessar a aula completa no nosso canal no Youtube, basta clicar aqui.

As joias são imortais

Para contextualizar o conceito de eterno que as joias carregam em si, a professora iniciou a aula destacando a maior diferença entre a joia e o humano: a imortalidade. “As joias sabem falar com os Deuses e possuem a ciência da paz, a paciência da imortalidade” - revela Regina.

As joias falam com os Deuses

O amor, a fé e a razão fazem parte das narrativas dos objetos que imaginamos, criamos e comercializamos. Se organizarmos essas escolas de joalheria numa linha do tempo, podemos perceber a sintonia fina entre as estéticas de estilos e os espíritos dos tempos.

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Durante pelo menos cinco mil anos, a escola de joalheria que o Império Egípcio deixou como herança da história da humanidade seguiu o repertório simbólico e estético das orientações dos sacerdotes.
Estas joias são mídias poderosas, como a escrita inventada por esta civilização, a joalheria buscava dialogar com os Deuses.

Quando olhamos uma ilustração de uma oficina egípcia podemos identificar, e entender, mesmo após tanto tempo, as atividades técnicas, provenientes do pensamento racional. Eles inventaram a fundição a cera perdida, a granulação e a laminação.



Em sua pesquisa sobre a cultura, o filósofo Walter Benjamin considerou a existência de diferentes tipos de pensamento que motivam e possibilitam as criações humanas: o pensamento mágico - linguagem simbólica que criamos para falar com as sensibilidades, com a imaterialidade que envolve o sagrado - e o pensamento racional, aquele que resolve problemas, cria ferramentas, que projeta, que pesquisa e descobre soluções.

O pensamento racional é universal e podemos identificar a sua razão independente do tempo ou do lugar. Conforme pudemos identificar na imagem ilustrativa do trabalho de uma oficina de ourivesaria, apesar da pintura ter mais de três mil anos, conseguimos identificar a lógica dos processos. Mas ao lançarmos um primeiro olhar para analisarmos as joias produzidas por esta escola de joalheria, as figuras, os temas, o sentido das escolhas cromáticas, tudo nos escapa. Não temos acesso imediato ao repertório da cultura daquele lugar e daquele tempo. Precisamos estudar a linguagem simbólica para que tenhamos algum entendimento do sentido das peças.

Podemos perceber que neste período de nossa história os dois tipos de pensamento caminhavam juntos e, justamente, foi a necessidade de respeitar a composição cromática do sagrado, definida pela tradição religiosa, que estimulou o desenvolvimento da técnica da coloração da esmaltação.

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Esta forma de fazer joias perdurou por mais de três mil anos expressando e mantendo intacto um estilo, os mesmos temas, a estética gráfica do cheio e vazio, uma mesma bidimensionalidade, a manutenção da solução cromática, uma mesma estrutura simétrica que representavam as narrativas da linguagem sagrada.

Outras características importantes para serem observadas: a bidimensionalidade, o cheio e vazio dos recursos gráficos utilizados pela escrita e o sentido profundo da simetria, relacionado ao conceito sagrado do duplo na criação são outras características importantes dessa época.

Nessa época as diferenças, ou seja o que não fosse igual ao recomendado pelo repertório simbólico construído pelos sacerdotes, eram consideradas deficiências e não inovação criativa, como acontece hoje.

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Muitas são as maneiras que temos disponíveis hoje para fazer diferente, mesmo que ainda continuemos a falar com deuses, celebrando devoções, declarando amor ou mesmo usufruindo da nossa liberdade de escolher as cores que achamos mais bonitas.

Essa escola segue como inspiração para o nosso aprendizado, nossas atualizações e ressignificações contemporâneas. Ainda mais agora, que o século XXI vai começar, precisamos mais do que nunca não perder a nossa capacidade de dialogar com os Deuses.

Próxima aula

Regina Machado volta a falar sobre a história da joalheria na próxima quinta-feira, dia 23 de abril, também às 17h. Desta vez o tema será ‘As joias falam com o poder’. A aula abordará as caraterísticas do estilo denominado greco-romano. São joias de uma cultura que valoriza a ação e o pensamento humano. A arte greco-romana inaugura o olhar de aprendizado diretamente a partir da observação da natureza. A capacidade da representação escultórica é fruto desse aprendizado e o tema das vitórias, das conquistas e do poder humano predominam no repertório desse estilo.

Nossos encontros estão marcados toda semana, no mesmo horário e vão até o dia 04 de junho. Para participar basta clicar neste link https://us04web.zoom.us/j/74127116176

Aguardamos vocês!

Sobre a professora

reginamachadoÉ arquiteta, especialista em história da arte, mestre em comunicação dos sistemas simbólicos e doutora em comunicação e cultura. Atua como pesquisadora, professora, consultora e curadora, de design de produtos e comunicação.

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