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Tiffany passa a divulgar origem de seus diamantes

A Tiffany & Co começou o ano com uma iniciativa que preza pela sustentabilidade e responsabilidade com o ambiente, ao anunciar que agora fornece informações sobre a proveniência dos diamantes acima de 0,18 quilates comprados recentemente e registrados individualmente. Cada gema tem um número de série gravado a laser com informações sobre o país de origem. 

diamantestiffanymapaMapa dos países de origem dos diamantes da Tiffany

Apenas no ano passado, a marca criada em 1837 vendeu mais de U$ 600 milhões em anéis da categoria “Love & Engagement” em suas 314 lojas. “Nós acreditamos que devemos liderar não apenas nessas vendas e na qualidade superlativa das joias, mas também em sustentabilidade e responsabilidade de origem”, afirma Alessandro Bogliolo, CEO da Tiffany & Co.

Abaixo de cada produto nas lojas estará um aviso com informações geográficas da compra de cada pedra. Os dados serão repassados neste trimestre aos certificados de diamante, que vêm junto da icônica embalagem azul da marca após uma compra.

A joalheria adquire de 80% a 90% de seus diamantes brutos diretamente de minas selecionadas em países como África do Sul, Botsuana, Canadá, Namíbia e Rússia. Os produtos são levados à Bélgica para uma avaliação inicial de tamanho, forma e qualidade que os diamantes terão após polidos. As pedras são enviadas, então, a uma rede de 1.500 artesãos em países como Botsuana, Camboja, Ilhas Maurício e Vietnã. Depois da lapidação e do polimento, os diamantes vão a manufaturas da própria Tiffany & Co. ou parceiras para toques finais, como a gradação de qualidade dos diamantes e sua colocação nas joias.

Os 10% a 20% dos diamantes brutos restantes são comprados já polidos de fornecedores de confiança. “Todos os membros da minha equipe já os visitaram e interagimos com frequência há anos, por isso sabemos quão transparente são suas cadeias de produção”, diz Andrew Hart, vice-presidente sênior de Fornecimento de Diamantes e Joias.

Por enquanto, a empresa está apenas divulgando o país de origem, não a mina específica, mas Hart disse que a intenção é também divulgar estes dados - além de fornecer informações sobre os metais preciosos e gemas que usa. “Acreditamos na transparência de todos os materiais. Os metais preciosos têm sido amplamente controlados e sabemos sua origem há muito tempo e acho que o mesmo se aplica às gemas coloridas", afirmou.

Hart diz que os consumidores de luxo querem cada vez mais conhecer esse tipo de informação. “Na indústria do luxo, estamos vendo uma nova geração de compradores que se preocupam com o meio ambiente, responsabilidade social, direitos humanos e práticas trabalhistas e se preocupam com a rastreabilidade do diamante”, disse,

Já os diamantes sintéticos não estão nos planos da grife, segundo Hart. “Nossa posição é que os diamantes produzidos em laboratório não são um material de luxo. Eles têm o seu uso e têm o seu lugar, mas acho que os consumidores de luxo continuarão a desejar a raridade e incrível história dos diamantes naturais", afirmou.

Com a iniciativa,  a Tiffany&Co. não comprará de fornecedores de países que possuem queixas de direitos humanos relativas ao mercado de diamantes. Em sua lista, há regiões como Angola, Congo e Zimbábue. Tais países são aceitos sob o Processo de Kimberley, compromisso comercial mais famoso do setor e que afirma barrar 99,8% dos diamantes brutos usados para financiar conflitos armados e ataques terroristas, também conhecidos como “diamantes de sangue.”

De acordo com a diretora de sustentabilidade Anisa Costa, que publica há dez anos relatórios da Tiffany & Co. sobre o tema, a rede de joalherias investe há 20 anos em compras responsáveis pela integração de sua cadeia de suprimentos. 

Essa jornada envolve a seleção das minas de extração dos diamantes brutos; a instalação de centros de avaliação, polimento e finalização; a triagem de fornecedores; e, agora, o compartilhamento dos países de origem das pedras com consumidores finais. 

Até 2020, a Tiffany & Co. quer compartilhar toda a jornada artesanal com o cliente, mostrando quem lapidou, poliu e finalizou a joia exibida. 

Fontes: Exame e JCK

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