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Márcia Mór lança coleção Cigana para abrir o ano com amor e boa sorte

A coleção possui medalhas e pendentes cheios de simbolismo e misticismo.

Ouro, figas, pendentes e medalhas estão na nova coleção de inspiração cigana que Márcia Mór lança neste início de ano. “Em 2019, quero encher as mãos das pessoas de anéis e pulseiras”, contou a designer que também prepara uma linha com pequenas pedras brasileiras. As pulseiras da nova coleção, perfeitas para usar no verão, evocam prosperidade, saúde, amor e alegria.

Além da boa sorte que as joias de tendência gipsy trazem, Márcia Mór pretende contar a história da diáspora cigana por meio de suas criações. Para isso, produziu as micro medalhinhas de até um centímetro para dar bastante volume às correntes e pendentes com diversos simbolismos religiosos e místicos que podem ser usados em colares e pulseiras.

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pendentes
“A cigana está ligada a estas correntes migratórias, populações que não têm onde morar e são obrigadas a se deslocar pelo mundo, banidas por intolerância e preconceito que dividem as pessoas. Eu acho um absurdo esta segregação, acredito que o ser humano é muito melhor quando está misturado, e foram estas reflexões que inspiraram a nova coleção”, contou Márcia.

Arquiteta e musicista com formação acadêmica e historiadora por vocação, Márcia Mór tornou-se joalheira por obra e acaso do destino. Quando seu pai, Roberto Mórdehachvili, um imigrante russo dono de uma fábrica de joias no Centro do Rio, faleceu de forma trágica, foi ela, entre os cinco filhos, quem tomou à frente das decisões que envolviam o fechamento da empresa.

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Na época, Márcia era proprietária de uma companhia de engenharia e arquitetura e nem sequer pensava em trabalhar com joias. Mas os pedidos continuaram, assim como o fornecimento de pedras para a produção, e para não deixar de atender os clientes, na época grandes redes com cerca de 40 a 50 lojas pelo Brasil, Márcia deu continuidade ao negócio. “Meu pai dizia para todo mundo que eu era uma desenhista nata, e os clientes começaram a insistir para que eu entregasse as joias. Quando vi, já tinha assumido a fábrica. O curioso é que meu pai tinha proibido os filhos de trabalhar com joalheria, dizia que todos tinham que ter a sua profissão”, contou.

Durante cinco anos, Márcia tocou os dois empreendimentos – o de engenharia e a fábrica de joias -, até que, após o nascimento do filho e um desentendimento com um cliente da empresa de arquitetura, resolveu dedicar-se somente à joalheria. Em 1989, associou-se à Ajorio, ainda com o antigo nome da fábrica, Pedra Viva, e fez diversos cursos na instituição.

Irreverente, Márcia contou por que decidiu, em 1997, mudar o nome da empresa adotando seu próprio nome. “Minha mercadoria era muito copiada, por isso decidi mudar a marca. Se iam me copiar, ao menos teriam que dar os créditos”, explicou, rindo.

Como joalheira, Márcia conseguiu também desenvolver seu lado de historiadora. Em cada coleção, ela elege um tema como inspiração para as peças. Suas joias contam histórias, assim como ela própria tem muitos casos para contar.

Resolveu começar sua narrativa pelo povo nativo do Brasil, elegendo a cultura indígena como assunto de sua primeira coleção. Para isso, fez uma minuciosa pesquisa, visitando as tribos Gaviões, no Pará, a tribo Kampa, no Acre, entre outras. “Aprendi como suas armas e utensílios eram confeccionados, usando madeira e cerâmica, e como usavam as plumagens dos pássaros em seus adornos”, contou.

Brinco coleção MarinaEm seu trabalho, há também espaço para temas lúdicos e minimalistas, como a coleção Marina, em homenagem à filha, com joias menores ao gosto da herdeira, e a linha Borboletas, ideia que tirou da moldura de um quadro antigo da família.

Joias de animas são uma tendência forte na joalheria para 2019, e as borboletas assinadas por Márcia Mór destacam-se pela combinação mágica de cores refletidas por pedras como turquesa, rubi, ametista verde, citrinos de várias cores, topázio, quartzo azul e pedras tratadas de quartzo.

Coleção BorboletasMárcia já recebeu diversos prêmios pelo seu trabalho. Em 2000 e 2001, foi eleita pelo Instituto Brasileiro de Gemas & Metais Preciosos (IBGM), a designer que mais se destacou em tendências da moda para as joias brasileiras. Em 2000 recebeu destaque por utilizar elementos naturais dos nativos brasileiros; e em 2001, com os trabalhos das técnicas filigrana, bordadura e colagem. Várias de suas criações já foram utilizadas em figurinos de minisséries e novelas da TV Globo, entre elas: Vera Fischer em “O Clone”, Mariana Ximenes e Eliane Giardini em “A Casa das Sete Mulheres”.

 

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